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HISTÓRICO - As formações de biofllme nos sistemas de diálise podem ser
relevantes devido ao fato de que liberam de modo contínuo compostos de bactérias
e são resistentes à desinfecção. O objetivo deste estudo foi comparar o
desenvolvimento do biofilme entre um sistema de tratamento de água baseado em
uma só unidade de osmose reversa (RO) produzindo água de dialisato purificada (
com contagem de bactérias = 350 UFC/L) denominada "Centro A", e um sistema de
tratamento de água baseado em uma dupla unidade de osmose reversa (RO) com
deionização elétrica, que é continuamente desinfectada com luz ultravioleta (UV)
e tratada com ozônio uma vez por semana (com contagem de bactérias = .1 UFC/L)
denominada "Centro B".
Nota do Tradutor: UFC / L = Unidades Formadoras de Colônias por litro
METODOLOGIA - Durante o período de 12 semanas, a formação de biofilme
foi estudada em um segmento de tubulação situado entre a tubulação de água e o
módulo de diálise, utilizando quatro monitores de diálise em cada Centro . Em
uma amostragem semanal, amostras de tubulação com 5 cm de comprimento (N = 96)
foi tirada em condições assépticas e investigada para contaminação
microbiológica [ cystine lactose electrolyte-deficient (CLED) Agar] , níveis de
endotoxinas [ limukus amoeben lysate (LAL) teste gel, valor de corte, 0,0125
EU/ml] , e formação de biofilme [ electron scanning microscopy (SEM)] .
RESULTADOS - No "Centro A", as culturas foram positivas ( > 100 UFC/ml)
em 16% das amostras a 22° C e 37° C, comparadas a 3% das amostras do "Centro B"
(P < 0,05; chi-quadrado). Os níveis de endotoxina forma positivos em 76% das
amostras de tubos do "Centro A" e negativas em todas as amostras do ‘Centro B"
(P < 0,05). O biofilme esteve presente em 91,7% das amostras do "Centro A", e
somente presente em uma amostra (tomada após 9 semanas) do ‘Centro B" (P <
0,05). No "Centro A", a formação de biofilme foi ainda observada após 1 semana.
CONCLUSÃO - Em contraste com um sistema convencional de tratamento
produzindo água purificada, o emprego de um sistema produzindo água altamente
purificada, que também seja tratada com procedimentos regulares de desinfecção,
leva a uma significante redução na formação do biofilme, do crescimento de
bactérias e dos níveis de endotoxinas em uma parte altamente vulnerável parte do
sistema de tratamento de água.
Publicado em : Kidney International
Volume 63 – 4a edição – Pg. 1574 – Abril 2.003
Autores: Ed Smeets, Jeroen Kooman, Farn Van Der Sande, Ellen Stobbering, Peter
Frederik, Piet Claessens, Willen Grave, Arend Schot and Karol Leunissen.
Tradução: José Barazal Alvarez - © Direitos Reservados 2003.
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