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BIOFILME – COMO TRATAR COM OZÔNIO
Publicado em : Kidney International Volume 63 – 4a edição – Pg. 1574 – Abril 2.003
PREVENÇÃO DA FORMAÇÃO DE BIOFILME NOS SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ÁGUA PARA DIÁLISE
Autores: Ed Smeets, Jeroen Kooman, Farn Van Der Sande, Ellen Stobbering, Peter Frederik, Piet Claessens, Willen Grave, Arend Schot and Karol Leunissen.
Tradução: José Barazal Alvarez – alvarez_ozonio@ig.com.br Ó 2.003
HISTÓRICO – As formações de biofllme nos sistemas de diálise podem ser relevantes devido ao fato de que liberam de modo contínuo compostos de bactérias e são resistentes à desinfecção. O objetivo deste estudo foi comparar o desenvolvimento do biofilme entre um sistema de tratamento de água baseado em uma só unidade de osmose reversa (RO) produzindo água de dialisato purificada ( com contagem de bactérias = 350 UFC/L) denominada "Centro A", e um sistema de tratamento de água baseado em uma dupla unidade de osmose reversa (RO) com deionização elétrica, que é continuamente desinfectada com luz ultravioleta (UV) e tratada com ozônio uma vez por semana (com contagem de bactérias = .1 UFC/L) denominada "Centro B".
Nota do Tradutor: UFC / L = Unidades Formadoras de Colônias por litro
METODOLOGIA – Durante o período de 12 semanas, a formação de biofilme foi estudada em um segmento de tubulação situado entre a tubulação de água e o módulo de diálise, utilizando quatro monitores de diálise em cada Centro . Em uma amostragem semanal, amostras de tubulação com 5 cm de comprimento (N = 96) foi tirada em condições assépticas e investigada para contaminação microbiológica [ cystine lactose electrolyte-deficient (CLED) Agar] , níveis de endotoxinas [ limukus amoeben lysate (LAL) teste gel, valor de corte, 0,0125 EU/ml] , e formação de biofilme [ electron scanning microscopy (SEM)] .
RESULTADOS – No "Centro A", as culturas foram positivas ( > 100 UFC/ml) em 16% das amostras a 22° C e 37° C, comparadas a 3% das amostras do "Centro B" (P < 0,05; chi-quadrado). Os níveis de endotoxina forma positivos em 76% das amostras de tubos do "Centro A" e negativas em todas as amostras do ‘Centro B" (P < 0,05). O biofilme esteve presente em 91,7% das amostras do "Centro A", e somente presente em uma amostra (tomada após 9 semanas) do ‘Centro B" (P < 0,05). No "Centro A", a formação de biofilme foi ainda observada após 1 semana.
CONCLUSÃO – Em contraste com um sistema convencional de tratamento produzindo água purificada, o emprego de um sistema produzindo água altamente purificada, que também seja tratada com procedimentos regulares de desinfecção, leva a uma significante redução na formação do biofilme, do crescimento de bactérias e dos níveis de endotoxinas em uma parte altamente vulnerável parte do sistema de tratamento de água. |