Ozônio em Diálise

ozonio-dialiseO uso de Ozônio para inibir o crescimento bacteriano e remover biofilmes de modo eficaz, no circuito hidráulico das Unidades de Hemodiálise, já é praticado, como referido por Jensen.

A água que chega à máquina de hemodiálise facilmente pode ser contaminada, pela ausência do cloro, removido previamente pelo carvão ativado. A solução de diálise apresenta nutrientes como glicose e sais minerais, e há também nutrientes orgânicos provenientes do paciente, gerados por ultra filtração e diálise.

O concentrado de bicarbonato é um risco para promover infecção, e a inerente precipitação de sais de cálcio e magnésio determina a formação de irregularidades na luz do circuito hidráulico que, por sua vez, são facilitadores para alojamento e proliferação bacteriana, com a consequente geração de biofilmes.

Além disso, pode haver espaço morto no circuito hidráulico interno, e períodos de estagnação de água sem cloro, dentro das máquinas, entre as sessões de diálise. A indução de resposta inflamatória crônica nos pacientes em hemodiálise, tanto por lipopolissacarídios como exotoxinas está bem determinada.

Recentemente, fragmentos de DNA de bactérias foram detectados no dialisato (solução de diálise), com comprovada capacidade de induzir resposta imune.

Devido à sua elevada capacidade oxidativa, o Ozônio destrói bactérias, vírus, esporos, endotoxinas e biofilmes. Afeta a membrana citoplasmática e sistemas enzimáticos, determinando a lise de células, não permitindo o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Além de ser mais eficiente que o regime de desinfecção com Ácido Peracético, o protocolo com Ozônio determina considerável redução no tempo do procedimento, podendo ser feito diariamente, após o último turno de diálise, em 30 minutos, já que o Ozônio se transforma em Oxigênio após 15 minutos. Por isso, não há risco de produto químico residual permanecer no circuito hidráulico, nem há necessidade de limpeza de tais resíduos, o que consome tempo e grande volume de água tratada. Além disso, o custo final do sistema com Ozônio é bem inferior ao do Ácido Peracético, pois ele é gerado na própria Unidade.

O Ozônio, por suas propriedades de oxi-redução, em concentração adequada, destrói por completo o biofilme e também suas bactérias. Estudos realizados em segmentos removíveis de circuitos hidráulicos de Unidades de Hemodiálise provam isso por meio de microscopia eletrônica.

Um altíssimo nível de descontaminação de máquina de hemodiálise é recomendado atualmente, mesmo em hemodiálise convencional, pela possibilidade de ocorrer reação inflamatória crônica em pacientes com níveis elevados de endotoxina na solução de diálise.

Quando a efetiva descontaminação de monitores de hemodiálise continua sendo uma preocupante dificuldade operacional, o correto emprego de Ozônio dissolvido na água surge como um método seguro, prático, barato e altamente eficaz para prevenir e remover bactérias e biofilmes.

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