OZÔNIO RESIDUAL CONSTANTE NA ÁGUA DA DIÁLISE

 

Uma hipótese a ser pesquisada

 

Autor: José B. Alvarez

Técnico em sistemas de ozônio

 

PREÂMBULO:

 

Estudos e testes feitos nos Estados Unidos, entre eles os elaborados por Rebecca L. Amato (BSN) e Jim Curtis CHT e complementando-se com testes feitos por outros pesquisadores nos Estados Unidos, definem como o melhor método para evitar-se a formação do Biofilme e a contaminação daí decorrente, o emprego de ozônio no tratamento de água da diálise.

 

DOSANDO OZÔNIO NA ÁGUA DA DIÁLISE:

Sabemos por estes estudos, e também pela nossa prática em instalações de tratamento de água para diálise no Brasil, que o emprego do Ozônio neste processo, desde que corretamente instalado e dosado de modo adequado resulta em uma qualidade de água muito acima dos padrões encontrados nos processos em que se utiliza cloro (Hipoclorito de Sódio) ou outro agente químico para atuar sobre o biofilme.

 

Até agora, faz-se intervenções com Cloro (Na O Cl), de modo intermitente e até com periodicidade que varia de uma semana a um mês.

 

Por analogia, quando hoje se emprega o gás Ozônio (O3), também fazemos de modo similar, ou seja, de modo intermitente (não continuado). As razões para isto tem sido:

Não adentrar à Osmose Reversa para não danificar membranas;

Não invadir a parte interna das máquinas de diálise temendo riscos aos materiais;

Não invadir o processo de diálise propriamente dito; pelo risco que possa causar ao paciente renal;

Não conhecimento pleno das reações que possam advir do exposto no item acima.

AS CONSIDERAÇÕES FEITAS NO TRABALHO ‘THE PRACTICAL APPLICATION OF OZONE IN DIALYSIS" dos dois autores citados Rebecca l. Amato e Jim Curtis:

 

Este trabalho foi publicado na revista Nephrology News and Issues – Sep/2002 e em www.nephronline.com . No texto, ao meio da pagina 27, os autores dizem:

"Safety Issues:

 

Uma consideração quanto à segurança é , "Que efeito tem o Ozônio no sangue dos pacientes se algum for deixado na água ? É altamente indesejável ou quase impossível que o ozônio entre em contato com o sangue. Primeiramente, de for projetado corretamente, o processo de desinfecção deve ser propositadamente iniciando com bloqueios no "loop". Porém, se o Ozônio tiver entrado nas máquinas de diálise, o pH do concentrado de bicarbonato e também os outros sais no concentrado ácido causará uma imediata diminuição do Ozônio. É simplesmente não suficientemente puro para que o Ozônio permaneça. Entretanto, os efeitos da cadeia dos radicais de hidroxila livre (O H) no concentrado e no dialisato, e como eles podem ser alterados , necessitam ser explorados mais adiante. "

Trad.: J.B.A .

 

COMENTÁRIOS SOBRE O TEXTO "SAFETY ISSUES" :

 

Abordam os autores, de modo apropriado, quanto à eventual entrada de um residual de Ozônio na máquina de diálise. Citam que com o pH do Concentrado de Bicarbonato, e outros sais existentes no Concentrado Ácido, não dariam sobrevida ao Ozônio Residual. Cabe sempre lembrar que eu sempre recomendo um residual baixo (0,02 a 0,05 ppm) para o Ozônio que permaneceria na água de processo continuado. Enfatizo ainda, que ao contrário do Cloro, que precisa Ter um residual muito alto para que seja assegurada uma desinfecção razoável, no caso do ozônio um residual, mesmo que mínimo significa que o tralho foi feito e restou ainda "x" ppm de ozônio. No meu entender, um processo de ozonização contínua com baixo residual não afetaria os materiais internos da máquina.

 

Por outro lado, os autores abordam o tema dos efeitos da cadeia dos radicais livres (H O / O H), no Concentrado e no Dialisato e que deve ser objeto de futuras pesquisas. Sobre esta abordagem, que julgo correta cientificamente, julgo adequado adentrarmos aos estudos feitos pela Dra. (M.D.) Renate Viebanh / Renate-Viebah@t-online.de dentro do campo da auto hemoterapia e que consta em seu livro "The Use of ozone in Medicine" disponível em www.amazon.com e aonde entre outros pontos ela aborda como indicações para terapia com o Ozônio::

O tratamento de doenças produzidas por viroses, tais como doenças do fígado (hepatite) e herpes;

O tratamento de afecções na pele (ex.: "ulcus cruris")

Entendo que os Doutores Médicos interessados na seqüência de pesquisa, podem e devem consultar a Dra. Renate quanto a possibilidade de que a água da diálise que contenha um residual de ozônio na faixa de 0,02 a 0,05 ppm seja benéfica para o paciente renal.